quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Criatura da noite

A minha alma foi punida de dentro do meu corpo
O meu coração deu o último pulsar
Recordo-me da escuridão da noite
E o brilho do luar.
O dia para mim desapareceu.
Sou agora uma criatura da noite.
Temida por pessoas e animais.
Não é o vento que me para
Nem os obstáculos temo
Temo sim o amanheçer
Que me queima e rasga a pele
Que me seca a garganta e os olhos
Que me faz arder todas as células do corpo.
Por enquanto sobrevivo na escuridão
E alimento-me das veias quentes
Não sou animal nem humana
Não sou um ser vivo
Sou algo com que tu não vais querer Cruzar
Sou aquele que sem medo ou piedade te pode matar.

Diana Silva

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