segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Morri...

Observo a neve cair enquanto a comparo com o meu coração e a agarro junto ao peito sem ter resposta á minha questão. Parece que todo o mundo me evita agora… parece que já não tenho quem me ajude. A solidão agora é minha companheira, e penso nisto enquanto me deito sobre o manto branco, gelado… mesmo que o frio seja algo que não deva… mas também queima e eu, sinto-o… todas as noites, na minha cabeça… no meu peito, na minha tristeza subitamente sólida. Ao que parece os sentimentos obscuros formaram casa no meu interior e no meu ser, alojaram-se na minha alma e reclamaram-na como se sempre tivessem sido os seus donos. Sentimentos… dor, agonia, mágoa. Palavras que antes não me diziam nada e agora são me tudo. E eu sinto-me uma mísera erva daninha no meio de um jardim florescido e no clímax da estação. Um mundo severo.
Aguardo a resposta que me foi prometida e que ainda assim não chegou. Á quanto tempo? O tempo é algo que para mim se vai escasseando e com ele a minha vida, o meu conhecimento, o meu amor pela verdade. Ao que parece apenas os mentirosos sobrevivem nesta terra, os criminosos… já me roubaram tudo… mas a estranheza e a sensação de peso na consciência permanecem, e é por não saber o porquê. Permaneço estática em relação a tudo. Não o posso negar…
Eu morri para o mundo…
                                                                                                            Sem esperança
                                                                                                                  Diana Silva 

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