quarta-feira, 22 de maio de 2013

Chorar para quê?

Chorar para quê, quando já são lágrimas quebradas?
Correr para quê, quando do que fugíamos já nos alcançou?
Fingir para quê, quando a rotina já nos deu um palco?
Falar para quê, quando somos atingidos com as nossas próprias facas?
Magoar para quê, quando já estamos tão perdidos nas nossas falhas?
Esperar para quê, quando a espera só nos torna mais frios?
Gritar para quê, quando não nos dão outra alternativa?
Queimar para quê, quando a própria chama nos mata?
E com isto vem um fim, o fim que todos nos aguarda, são facetas de uma vida, são voltas incalcináveis e barcos sobre o mar, que nos deixam o sal nos olhos e nos cega o interior de mágoas.
Somos nós, um todo.
Tão humanos e tão ingénuos.

Diana Silva    10:39h    22/05/2013