domingo, 4 de maio de 2014

O Parca Negra ( 5º Episódio )

Agarrara-me ao portátil na esperança de conseguir adormecer novamente... resultado... olhei pela terceira vez para o relógio de pêndulo da sala e já eram sete da manhã, tinha obtido um progresso de um parágrafo no meio das olheiras e dos bocejos mas sem chamarem mais do que isso mesmo.
Guardei as novidades e encerrei o aparelho colocando as mãos na cabeça. Após uns momentos em autocomiseração, lembrei-me de ligar o telemóvel.
Não esperava qualquer mensagem de texto, voz ou até mesmo chamadas perdidas, liguei-o somente para falar com Vanessa e combinar uma saída.Não devia dar muita importância mas afetara-me de tal maneira que já não dormia devido aos sonhos demasiado obscenos que tinha.
Percorri a minima lista de Contactos que tinha, se tivesse dez números já era para admirar, e carreguei no "OK" sobre o que dizia "Desmiolada". Esperei que chegasse ao quarto toque para ela finalmente atender.
- Bom dia alegria! Que bicho te mordeu para me estares a ligar a estas horas sua notívaga?
- Eu sei, eu sei. Bom dia para ti também! Queria saber se estavas disposta a levantar o teu elegantérrimo "derrière", e ir tomar o café da manhã?
- Estás doente? Desde quando é que tomas o café da manhã?
- Sim pronto, hoje apeteceu-me, ando cheia de trabalho e não me sai nada de jeito. Preciso de ar!
Tinha de a atrair de qualquer maneira, não iria deixar aquilo assim por tratar.
- Só com uma condição.
Silêncio. Suspirei.
- Qual é a condição?
Aquela pirata de meia tigela ia preparar das suas outra vez, e de certeza que iria ser para me tirar as mãos de cima do meu trabalho.
- Deixas portátil, caneta, lápis e borracha em casa e claro... o bloco de notas está incluído.
- Sua sugadora de vidas...
- É isso, ou nada feito. O meu bem cuidado "derrière" também tem o seu sono de beleza sabias? E tu estás a priva-lo disso neste mesmo instante.
Bati com o pé na perna da mesa ao virar-me na cadeira e silvei mais que canas de bambu num temporal.
- Está certo, ok, ganhas desta vez. Daqui a duas horas no café do costume?
- Com toda a certeza!
E antes de desligar podia jurar que escutara a sua gargalhada maléfica de vitória. Mas que personagem ela era. Jurei a mim mesma que assim que acabasse o último livro, que me inspiraria naquela rebelde a quem eu dava o nome de grande amiga.
Ri-me com a recordação da conversa e soube-me bem ao faze-lo, era uma pratica que já não atingia à muito e de que necessitava, parecia sentir a cara retesada pronta para as rugas.
Vesti-me casualmente e apanhei o cabelo da maneira habitual. Rabo de cavalo e calças de ganga para a frente. Peguei na malinha que apenas servia para o telemóvel quase inutilizado, para os documentos e para o material de escrita. Ela não dissera nada contra post -its e marcadores pois não? Então não estava a contrariar o nosso acordo... que bom...
Corri para a porta e antes de sair peguei com determinação no envelope e enfiei-o na mala, sem querer saber se o amarrotava ou não. Fechei a porta à chave, deixando para trás maior parte do trabalho  e fiz o caminho para o café.
Acabaria com a brincadeira rapidamente e seria indolor... pelo menos para mim seria assim...

Diana Silva
04/05/2014



sábado, 12 de abril de 2014

O Parca Negra ( 4º Episódio )

Despertei no meio do breu e com uma sede tremenda, destapei-me com um calor imenso e pisei o chão descalça, vesti o fino robe apesar de morar sozinha e caminhei sonolenta, descendo as escadas a caminho da cozinha para beber água. Abri o frigorifico e tirei de lá a garrafa, bebendo um longo trago e pousando depois em cima da bancada.
Espirrei quando me dirigia novamente para a cama.
- Boa... sozinha e ranhosa.
Voltei para trás e assoei-me a papel de cozinha sentido de seguida uma forte pontada de dor. Sentei-me na primeira cadeira que vi e massajei suavemente as fontes.
O Cheiro não desaparecia, era tão irritante como um ambientador que estivesse de meia em meia hora a ativar o odor para simular os cheiros menos apelativos da casa, mas o que me fazia mesmo frustar os sentidos era de que eu gostava do que sentia, era como um encantamento sem feiticeiro, fazia sentir-me quente e segura, fazia com que eu quisesse estar com o dono da possessão.
Dava por agradecida pelo facto de os meus pensamentos somente me pertencerem a mim e a mais ninguém. Fechei os olhos quando surgiu novamente o perfume tão dedicado a recordar-me da minha solidão e foi então que me arrepiei. Um calafrio que surgiu da epidural até subir coluna acima para chegar ao meu pescoço.
Mãos quentes e firmes pousaram nos meus braços, roçando ao de leve para cima e para baixo. Não tive oportunidade de me assustar, de sentir horror ou qualquer sentimento de pânico, simplesmente porque o meu corpo e as mãos não mo deixavam sentir.
A sua respiração arrancou-me um longo suspiro ao retirar-me a dor de cabeça e encostei-me ao corpo desconhecido que me chamava somente como as sereias o fazem. Este moveu-se e deixou-me sentir o seu respirar no pescoço, os seus lábios a acariciar-me cada centímetro e as suas mãos num vai e vem incessante a acalmar-me cada nervo, a fazer com que cada veia pulsasse impaciente pela sua chegada. Senti novamente o alguém a mover-se mas desta vez para longe e foi aí que me ergui à sua procura por entre a luz da lua que escoava pelo espaço que a janela lhe oferecia.
- Onde vais? - Perguntei sentido a tristeza sem justificação na minha voz.
Alto, imóvel, virou somente a face para mim, mas mesmo assim não conseguia distinguir-lhe todos os traços. Voltou-se novamente para a frente e iniciou o caminho de saída. As minhas pernas enlouquecidas correram atrás do vulto e agarrei-o pela cintura.
- Por favor não me deixes sozinha.
Encostada às suas costas, sentido o encher e esvaziar dos seus pulmões, o aroma forte e masculino e quando pensava que ele me iria agarrar nas mãos e partir, fez o total oposto.
Virou-se no meio do meu abraço e retribuiu-me o gesto para logo a seguir me procurar os lábios com os deles. Não lhe deixei margem de dúvidas e quando nos selamos num beijo deu-se a revolução nas minhas hormonas, que me pediam aquilo que eu não sabia se ele estava disposto a dar.
Os seus braços ergueram-me e colocaram-me no seu colo, deixando-me ser guiada e esquecer totalmente os prováveis locais para onde o desconhecido me podia levar e quando dei por mim a sentir os lençóis e o colchão debaixo de mim, comprimidos com o meu peso e o dele, reagi com a maior alegria. Os beijos eram desmedidos e contínuos enquanto que ao mesmo tempo me acariciava cada parte da pele, era só subir um pouco o pijama e livrar-me da roupa interior para ter o que queria, com quem desejava.
As suas mãos foram seguindo as minhas ancas até encontrarem o sitio predileto e realmente fazerem o que esperava que fizessem. Uma onda de prazer percorreu-me o peito e foi quando abri os olhos e encontrei os deles. Negros... os seus olhos eram negros...
Acordei com frio e sozinha... um sonho... tinha sido somente um sonho...

Diana Silva
12/04/2014

quinta-feira, 3 de abril de 2014

O Parca Negra (3º Episódio)

Tamborilava incessantemente os dedos no mármore da banheira, dando comigo mesma a olhar para o teto com provavelmente uma expressão de morta viva abominável.
Rira de mim mesma sob a ideia de tomar banho semi nua com medo de que olhos indesejados e desconhecidos violassem a minha pele, mas a verdade era que me enfiara rapidamente debaixo da espuma e assim permaneci até esta desaparecer, para logo a seguir me virar e vestir o roupão. Mesmo com a janela coberta sentia-me vigiada, num puro estado de paranoia que se encontrava quase irreversível.
A caminho do quarto deixara-me permanecer sentada na borda da banheira e completamente sedada à preocupação com os deveres de maior importância. Até deixei de parte a preocupação com a conta da luz.
Porquê ter medo de uma carta proveniente de um admirador secreto?
A minha cabeça era uma montanha russa em constante andamento mas eu sabia que não era a carta que temia mas sim  facto de estar presente no meu território sem ter propriamente perninhas para caminhar.
Era isso, só podia ser. A Vanessa decidira fazer das suas e pregar-me uma grandessíssima partida. Pagar uma boa gorjeta à empregada para cumprir com o guião, pedir a alguém que escrevesse a carta por ela porque assim saberia que eu não reconheceria a letra...
Suspirei, enviei uma boa gargalhada para o teto e abanei a cabeça incrédula com a minha ingenuidade.
-Vais dormir umas boas horas e é agora Cassandra, porque este manuscrito está a dar cabo de ti.
Confessei a mim mesma diante do espelho enquanto decidia que pijama vestir. Iria falar com Vanessa no dia a seguir para deixar bem claro que eu a descobrira com a mão na massa do bolo.
O que poderia eu dizer? Era uma descrente face ao amor platônico.
Abri a cama que de quente não tinha nada, e enfiei-me dentro dela enroscando-me toda no edredão tentando mascarar o problema do frio e entrei num dilema comigo mesma.
Tinha vinte e dois anos, era uma adulta que só tinha como companhia o portátil e uma amiga que via de semana a semana. Na minha adolescência tivera um par de namoricos que não me correram assim tão bem e à anos que não sentia o toque, o cheiro ou escutava a voz de um homem ao meu lado para me aconchegar.
Ela tinha razão, iria tornar-me numa velha rabugenta, com gatinhos de cores e tamanhos diferentes.
Encolhi os ombros, suspirei pesadamente, e em vez de me martirizar com parvoíces, decidi deixar-me levar pelo sono. O único consolo que tive foi de pensar no adiantamento do meu trabalho, isso sem dúvida alguma valeria alguma coisa.
Foquei-me nos pés e mãos já quentes e entrei no estado de sonolência.
Juro que antes de adormecer me senti aconchegada nos braços de alguém com um odor semelhante ao do envelope...

Diana Silva
02/04/2014

domingo, 23 de março de 2014

O Parca Negra (2º episódio)

Tentei dar descanso à velha tecnologia e agarrar-me ao papel e à caneta, lembrando-me nos escassos minutos seguintes que teria que seguir uma linha contínua de pensamentos e que perderia tempo a passar tudo da folha para o ecrã, o restante manuscrito. Deixei de parte a sensibilidade para com o portátil e tornei a visualizar o mesmo wallpaper de sempre com a saudação de sempre e com a luminosidade de sempre.
A monotonia que me ameaçava trancar os olhos não foi suficientemente forte contra o post-it colado mesmo à frente do meu nariz, com a data de entrega para a editora já no segundo aviso, por isso mesmo, posto o assunto em pratos limpos e com uma grande caneca de café sem açúcar decidi por mãos à obra…
“De facto, poderíamos surpreendermo-nos com os pensamentos dos demais sobre a nossa pessoa. Um aluvião de obscenidades conformistas que nos deixavam aquém da suposta confiança, mas como perdoar, o que não possui perdão, ou qualquer chance de ser perdoado?”
 Nem o chão me ajudava a descongelar as ideias. Sentia que um tornado se gerava e era igual ao ruminar incessante de uma vaca.
Observei o sofá gasto, a mesa velha, o chão igual, o candelabro suspenso no teto demasiado velho para a modernidade e conclui que eu era uma velha. Uma velha solitária que mal tardasse arranjaria uma mão cheia de gatos e lhes daria nomes a começar em Mimi e a acabar em Rodolfo.
Tinha de admitir estar encrencada, precisava de um bom descanso, mas com a assombração daquela data no papel amarelo florescente, o sono só me traria pesadelos.
“ – Tu precisas é de te apaixonar!” – Disse-me uma vez Valeria, após milhares de tentativas de me arranjar com alguém.
O que eu lhe respondera na altura? Que não me servia de paixões e que não estava interessada em romances.
“ – Pois bem, então envelhece e fica uma velha rabugenta.”
Já não a via à uma semana, pelo menos, não que não quisesse, mas, tinha de terminar com o trabalho. Ergui-me do soalho e decidi que estava na hora de um banho quente para repor as ideias. Pousei o portátil na mesa de mogno e enquanto me dirigia para o quarto, não pude deixar de reparar num objeto não identificado pelo canto da vista. Foquei o olhar na sua direção e o que vi deixou-me perplexa.
De baixo da porta do hall de entrada encontrava-se o envelope azul petróleo com um papel colado.
“Talvez não tenha sido muito claro e peço perdão.
Para: Cassandra.”
O meu nome. Ele conhecia o meu nome, onde dormia, onde tomava os meus cafés e eu nem a sua cara tinha visto.
Era uma partida de mau gosto com certeza. Deixei a missiva em cima da cabeceira e entrei numa disputa parola entre decidir se tomava banho tal como Deus me trouxe à terra ou se vestia um biquíni...

Diana Silva

23/03/2014

quinta-feira, 20 de março de 2014

O Parca Negra (início)

"E se o mundo fosse uma camada pastosa de mistérios e intrigas onde no final a página em branco se escrevesse sem borrões de tinta?"
Terminei o rascunho que se libertava da minha mente para o papel e me ilibava as memórias tão próximas e perceptíveis. Gostava de responder-me a mim mesma, de tornar a minha vida numa linha cheia de curvas e contra curvas onde cada surpresa nos pudesse olhar de soslaio antes de abrir a caixa de Pandora. Escutava de minutos a minutos a campainha da porta do café onde se amontoavam lado a lado e até em séries de quatro, sofás incorporados às mesas de napa vermelha gasta, com cheiro a mofo devido à humidade.
Naquela noite tempestuosa onde as pessoas procuravam abrigo e um bom café que lhes acalenta-se a alma naqueles bancos, eu procurava simplesmente algo que me inspirasse. Não tinha o telemóvel ligado e maior parte das vezes esquecia-me da sua existência, chegando quase ao ponto de já ninguém me ligar ou enviar ocasionalmente sms's. Não vou esconder o facto de isso não me interessar minimamente visto a que o telemóvel para mim era apenas mais uma maneira de a sociedade gastar dinheiro.
Que iria eu escrever mais para além daquela centésima folha rebuscada?
Suspirei, inspirei e inalei o aroma do café semi frio enquanto dava voltas e mais voltas e voltava ao mesmo...
- Boa noite, pediram-me para lhe entregar isto.
Olhei para a empregada de balcão de faces coradas e bata tingida com manchas de gordura até lhe chegar às mãos estendidas sobre a mesa. Aceitei o envelope agradecendo.
- Sabe dizer-me mais ou menos como era? - Perguntei antes de abrir o envelope azul petróleo. Cor interessante.
- Não lhe sei dizer, mas era um senhor e trazia vestida uma parca negra.
Sorri e acenei, com isto a empregada afastou-se e voltou ao seu trabalho.
Seria engano? Puro acaso? Não resolveria mistério nenhum se simplesmente continuasse a olhar para a carta como um puro mirone de certeza. Abri o envelope com cuidado desnecessário pensado que poderia advir daquele antipíico gesto a minha próxima especiaria para a dose certa de inspiração mas tudo o que me foi entregue não passava de letras direitas e duras. Uma caligrafia uniforme que se estendia ao logo da folha dobrada parcialmente em três, perfumada docemente criando uma antítese do que entendia.
Não vira o homem da parca negra e tão pouco interessada estava em fazer olhinhos a alguém provavelmente a empregada enganara-se na pessoa, só podia.
Deixei a leitura a meio do que me ocorreu ser uma prosa meio lamechas sentindo-me uma invasora de propriedade alheia. Fechei novamente o envelope, encerrei o velho portátil que mais dia, menos dia teria de se reformar e saí sem levar a declaração sentimental comigo.
Onde me refugiar agora? Tinha uma noite inteira para tentar terminar um dos últimos capítulos, mas onde conseguir o que me faltava?
Deixei que os meus músculos me guiassem para casa à procura do que necessitava, onde me fizessem parar assim que chegasse era onde iria permanecer por mais um par de horas. Tudo o que conseguira naquele café fora umas linhas conturbadas e o engano de uma empregada de mesa. De certeza que não iria ver o correio assim que chegasse a casa…

Diana Silva


20/03/2014 

domingo, 19 de janeiro de 2014

Saudade

Sinceridade. Muitos não são fortes o suficiente para a suportar, outros escolhem a surdez seletiva.Ninguém quer ouvir a mentira mas a ironia é que a verdade destrói mais depressa que esta mesma, o que nos deixa num impasse.
Uns dias antes dei comigo a pensar na época que mais me agarra às fantasias e aos sonhos, aos cheiros dos pinheiros e da poeira do sótão a soltar-se em pequenas bolas de cotão ou até mesmo fumo após um sopro acima da caixa.
Podia mentir-me a mim mesma e dizer que as luzes me deixam histérica de alegria como uma criança. Que o que me agarra à data são as mantas sobre as pernas e a caneca de leite com chocolate na mão, mas não é isso pois não? O céu já não é o mesmo, já não me faz recordar uma parede decorada com as luzinhas tão conhecidas, agora recorda-me o véu de uma viúva, como se estivesse permanentemente de luto e os pequenos pontos brilhantes que ainda sobrevivem são as lágrimas.
Para quê tanta nostalgia se só faz com que doa? Talvez seja algo que não foi dito… talvez…
Senti inspiração para escrever no mesmo dia em que me apercebi da aproximação desta mesma data e oque mais sinto não é a saudade dos filmes, do frio, das mantas, dos enfeites,dos doces ou até mesmo o dormir até tarde que para mim já não é possível, nada disso para mim tem o mesmo peso que tinha o que em contrapartida me deixava sentir leve como uma pena, mas se for sincera comigo mesma sei perfeitamente oque me mete com estas saudades.
Não fui ver-te uma última vez e a última coisa de que me recordo é do teu aniversário o derradeiro,mas recuso-me a recordar-te daquela maneira, prefiro recordar-me de quando eras vivaço e de quando roías os ossinhos todos só com um dente, eu com tantos e deixava carne para dois. Prefiro recordar os raspanetes que me davas e todos os anos revejo os postais de natal que me davas.
Foste uma peça importante que fugiu do puzzle, e eu detesto ver algo incompleto, se calhar porque eu mesma sou assim, incompleta. Há tantas coisas que gostaria de partilhar contigo, mas já cá não estás presente de corpo e pergunto-me se andas por cá…
Sei que não sou a única com saudade no peito e uma lágrima no canto do olho ao recordar-te e talvez não queiras que ninguém chore mas a tua neta é uma maria madalena que chora a ler livros e a ver desenhos animados. Ser assim cansa às vezes, mas senão o fosse não era eu e eu sei que sabes.
Resumindo, temos opai, a mãe, as tias, os tios, as primas e os primos, os sobrinhos, os afilhados, as madrinhas e os padrinhos, namorados e namoradas, temos os amigos chegados e os conhecidos, temos a casa, a árvore, os enfeites, os cobertores,os doces e as luzes, mas no meio disto tudo apesar de as luzes serem bonitas e vivas falta a mais importante.
Faltas tu aqui avô,amar-te-emos sempre com a saudade instalada no peito e um sorriso presente à tua paz.
Diana Silva
22:38h ter.
26/11/2013