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domingo, 27 de agosto de 2017

Crónicas de Uma Mente Insana - Episódio 4 - Ansiedade

Quando aquela vontade absurda e súbita de mudares de lugar retorna.
Quando sabes que ver, hoje em dia, não é prioridade.
Sentes o coração a desacelerar, os sentidos a apurarem-se, o instinto de sobrevivência a vir ao de cima. Porquê?
Apercebes-te de que o corpo começa a dar de si, essa tal motivação que vai e volta e que outras vezes vai mas não volta... e põe-te a pensar no motivo de isso acontecer...
Será o suficiente? O rumo que queres dar à tua vida, o sentires-te perdida, a chama que não acalma e tudo porque não encontras o caminho que estavas a traçar.
Quem mo escondeu? Quem to escondeu?
Fui eu! Foste Tu!
Não vale a pena apontarmos dedos quando quem deu os passos fomos nós, aquela dor aguda que aparece no meio da nuca, aquele arrepio gelado que te percorre espinha a cima, um fardo que a nossa mente carrega e que nos desespera, pois o novelo é tão grande que não encontras o nó!
Quanto mais o procuras, mais te enfureces, mais enlouquesses, mais te entristeces e por fim quase que desistes...
No entanto algo agarra-te, algo nos faz mover e seguir, eu entendo-te, mas só eu!
A insegurança, o manteres-te calada, o deixares pessoas partir porque já não queres lutas desnecessárias, intrigas, criticas destrutivas ou prisões. No fim sabes quem não te deixa assim, afasta-te das vozes e não cedas ao pânico, porque se cedes, já sabes o que aguarda por ti.
A noite é nossa amiga sabias? Quando deixas finalmente de sentir bem o centro do teu peito e quando a visão te turva e perde a cor, quando esta te abraça e te deixa cair de cabeça no chão, é aí que te apercebes... está na hora.
Deixa-me descansar um pouco, fechar os olhos por um par de horas... somente...
Deixa-me ir ANSIEDADE .

Diana Silva - 28/08/2017 04:16 Seg.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Crónicas de Uma Mente Insana - Episódio 3 - Fraca

Sinto-me triste, sem palavras, presa.Estou presa na minha cabeça, presa na minha consciência.
faço coisas que não dou por mim a fazer, digo coisas que depois nem me lembro de dizer.
Sinto-me desorientada, sem rumo, incompleta, quase acabada. Estou cansada. 
Não durmo bem à noite, e quando durmo tenho pesadelos ou acordo a meio da noite como se alguém me observasse.
Sinto-me como se o melhor que podia fazer fosse tornar-me numa boneca sem vida. Tento recordar-me passo a passo de certos momentos e nenhuma imagem me socorre.
Doí-me a cabeça e estou farta de mim mesma. Quero dormir, esquecer, quero que pare de doer, quero que me compreendam mas também me custa a falar.
Muitas vezes sou fútil, mas também, quem não o é às vezes?
Tenho momentos em que quero apagar-me para o mundo, para deixar de fazer sofrer, para acabar com a dor do saber.
Os meus olhos ardem das lágrimas derramadas e o meu corpo dá de si. Não mereço valor. Não mereço quem tenho a meu lado. Não mereço.
Por fim, sei que não há mais nada a fazer senão viver e aprender. Tenho medo de magoar quem amo. 
Sinto-me cansada.
Sinto-me FRACA.


Diana Silva - 27.08.2012 21:36h Seg.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Crónicas de Uma Mente Insana - Episódio 2 - Insónia

Por vezes sonho com algo que não parece fazer qualquer sentido, mas que no final acaba por ser a última peça do puzzle.
Pesadelos, Memórias, Sonhos Premonitórios ou até mesmo Visões.
estou completamente alterada e sinto-me afastada de mim mesma.Não sei quem sou.
Drogas que a muitos proporciona um bem estar de espírito e alivio da rotina quotidiana, dos seus problemas. Não tenho a minha droga comigo, faltas-me tu.
A partir de onde estou, na cama improvisada no chão, fungo o nariz dos espirros devido a encontrar-me semi-nua.
Engraçado...
Sempre me senti assim - Semi-Nua - incompleta.
Escutei os sinos e penso em prender os cabelos enquanto relembro das quatro badaladas da matina. O meu cabelo é desobediente, assim como o meu cérebro que teima em declarar guerra aos meus olhos e ao meu descanso. 3 anos.
Possui-me agora uma dor de cabeça, leve como um suspiro, no entanto presente.
A janela está aberta e os estores quase fechados, descobrindo na mesma entre si e o parapeito, uma brecha.
A televisão deu o seu característico estalido e a minha unha continua a açoitar o ecrã do telemóvel, a minha única luz. A minha visão enquanto a minha caneta rabisca no papel e os meus ouvidos têm medo do que escutam.
Um bater incessante nas paredes...
Vêm para me buscar? Ou encontro mais um dia?
Que Loucura.
Que INSÓNIA. 

Diana Silva - 20.08.2012 04:08h Seg.

domingo, 19 de agosto de 2012

Crónicas de Uma Mente Insana - Episódio 1 - Insanidade

Deu-se a transformação na minha mente, um estado debilmente tresloucado.
Olhos demoníacos que me perseguem, que me observam, penetrantes, expectantes, à espera de uma oportunidade de entrar.
A Noite é como uma brecha no Silêncio da minha loucura e as imagens que me ultrapassam deixando um rasto de memórias, demoram-se cada vez mais... até chegarem mesmo a parar.
O espelho reflecte apenas um corpo, move-se, brinca, sorri, mas é só isso. Não está vivo. A Alma não Vive.
Nos cantos escondidos e emaranhados da minha consciência, sobrevive a humanidade. E as histórias, as suas palavras, são como cânticos antigos.
O Negro do Universo, as pequenas estrelas, a enorme Lua... deixa-me divagar. A Lua... o brilho não é o seu pois não? O seu brilho provém através do Sol. 
Onde está o meu Sol? O meu brilho não é o meu porque vivo a partir de outros.
A Obscuridade da minha faceta... Paranóia.
Sinto-me a ser perseguida, constantemente observada e aprisionada no canto recôndito da mente, na minha insanidade.
Normal-Nunca.
Bipolar-Aposta Nisso.
Duas pessoas numa mesma e única mesa, Duas pessoas a segurar uma única e mesma caneta. Duas... Duas... No entanto apenas um meio de respirar através de Dois Pulmões.
Confusão?! Muita.
Sou debilmente terrorífica.
Sou terrivelmente INSANA.   

Diana Silva - 18-08-2012 23:47h Sáb.