segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Algo...

Algo se está a perder do caminho… algo está a querer enfrentar o seu destino e a contorná-lo passo a passo. Quero descobrir o que é! Será uma coisa sem valor? Será um alguém? Espreito por entre as cortinas do desespero e observo pela janela da curiosidade que me cega constantemente. Por vezes dou por mim a escutar o som da chuva, o ribombar das trovoadas que ressoam na minha mente como cantos coordenados pela dor, uma harmonia perfeita… tão perfeita que chega a ser exasperante, algo que é tão difícil de sentir que chego a chorar lágrimas de sangue.
Sendo eu uma mera mortal não espero que me dei-as o troco consoante os meus actos… muito pelo contrário, de ti só espero desprezo que se calhar é o que mereço sentir neste momento… isso e apenas tristeza… a morte de uma alma desencontrada que mesmo depois de seiscentos anos ainda não encontrou o seu lugar na terra. Aquela mera personagem de fundo que não se deixa desenquadrar por ninguém, nem aceita ser vista como melhor a algo. Não sou eu… Não. Sou. Eu.
Anseio sair deste local que me assombra o espírito, que me deixa a dar voltas e voltas na cama durante noites constantes, não me deixando concentrar em nada, nem mesmo no que me é mais querido. O tempo rouba-me de si próprio, pois sinto um vazio enorme e ainda não sei qual é a peça que me falta, ainda não sei… o que é ou quem me falta reunir na minha vida. o vazio é tão grande… tão imenso que a sua própria escuridão me assusta mesmo estando eu habituada ao que é. Sempre amei os meus e isso é um facto inegável, mas sempre soube que faltava algo e isso não é nada que a minha família ou ate meus irmãos me possam preencher, disso garanto e tenho certezas.
Procuro expressar por letras aquilo que sinto e como todos sabem as personagens que criamos nas nossas mentes são o nosso reflexo, é o que transparece na nossa alma, algo inquestionável. Não sei se alguém toma atenção ás minha palavras ou não, mas por vezes a mágoa de saber que não entendem supera muitas outras coisas… porque… quem mais pode compreender os nossos sentimentos sem antes senti-los pelo mesmo propósito inalcançável?  
Dou por mim inúmeras vezes a olhar-me para o espelho e a odiar-me, simplesmente não consigo achar algo que valha a pena em mim. Será que é algo do passado? Simplesmente temo o futuro que me assombra completamente fazendo parceria com o passado. Em memorias em sonhos e pesadelos, em palavras em versos, em números, em desenhos, até na dança e caras conhecidas me trazes lembranças que se me assomam na mente e eu nada posso fazer quanto a isso…
Se as pessoas soubessem… se o mundo soubesse… se os meus irmãos soubessem…. Veriam a quantidade de horrores descritas nos meus pesadelos, tomariam como uma louca… uma maníaca que toca piano ao som da chuva, que compreende o sentimento de cada um… que por vezes lê os pensamentos dos demais sem sequer ler… porque um simples olhar diz tudo… sou louca pelo meu próprio sangue… não sou sádica nem masoquista… sou assombrada pelos meus próprios espíritos… pela minha vida…
                                                                                                                        Assombrações
                                                                                                                            Diana Silva

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Morri...

Observo a neve cair enquanto a comparo com o meu coração e a agarro junto ao peito sem ter resposta á minha questão. Parece que todo o mundo me evita agora… parece que já não tenho quem me ajude. A solidão agora é minha companheira, e penso nisto enquanto me deito sobre o manto branco, gelado… mesmo que o frio seja algo que não deva… mas também queima e eu, sinto-o… todas as noites, na minha cabeça… no meu peito, na minha tristeza subitamente sólida. Ao que parece os sentimentos obscuros formaram casa no meu interior e no meu ser, alojaram-se na minha alma e reclamaram-na como se sempre tivessem sido os seus donos. Sentimentos… dor, agonia, mágoa. Palavras que antes não me diziam nada e agora são me tudo. E eu sinto-me uma mísera erva daninha no meio de um jardim florescido e no clímax da estação. Um mundo severo.
Aguardo a resposta que me foi prometida e que ainda assim não chegou. Á quanto tempo? O tempo é algo que para mim se vai escasseando e com ele a minha vida, o meu conhecimento, o meu amor pela verdade. Ao que parece apenas os mentirosos sobrevivem nesta terra, os criminosos… já me roubaram tudo… mas a estranheza e a sensação de peso na consciência permanecem, e é por não saber o porquê. Permaneço estática em relação a tudo. Não o posso negar…
Eu morri para o mundo…
                                                                                                            Sem esperança
                                                                                                                  Diana Silva 

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O Meu Verdadeiro Eu?

Fraquejei. Fui fraca e agora tenho medo. Desconhecia todas as possibilidades e até as trivialidades dos meus sentimentos, por vezes tão banais, que me custa inclusive a respirar. Perco as forças por instantes e desmoralizo por pouco. Talvez por não estar preparada o que para mim não é o caso… se calhar, por estar demasiado debatida, mole, fria, morta por dentro. Costumo olhar par ao meu relógio de pulso parecendo que este gosta de gozar comigo só pelo simples facto de alterar a hora constantemente… como se quisesse que eu voltasse ao passado e descobrisse qual fora o meu erro. A questão é que eu não sei como o fazer e o facto de eu pensar sequer em desistir agonia-me. Sinto necessidade de expulsar o negrume que existe no meu peito, mas quando dou por mim ainda o carrego mais. O carvão está tão vincado que agora é impossível apaga-lo da folha de papel, mesmo que perdesses todas as memórias que tenho tentando escapar pelo caminho mais fácil… tenho a certeza de que o sentimento perduraria. Porque quem mais a não ser eu sabe o que sinto verdadeiramente? Tento expressa-lo por palavras e apenas observo palavras vazias, sem qualquer menção de significar algo mais a não ser um simples aviso prévio de que não me encontro bem. As lágrimas que escorrem agora pela minha cara, caem como lâminas incandescentes que fazem com que eu sinta novamente aquele ardor intenso que me provoca dores de cabeça não são mais do que tentativas falhadas para destruir o sentimento que não quer ser destruído. Ódio e rancor são duas palavras que pouco tolero e que são a total antítese de mim mesma… pelo menos é o que julgo ser… será que estarei errada? Será que guardo mais ódio e rancor que todos os outros sem o querer mostrar? Se calhar minto a mim mesma quem sabe? Já tentei mentir-me muitas vezes e como sou tão estúpida ao ponto de acreditar em tudo e dar o benefício da dúvida a todos mais do que uma vez acabo por acreditar em mim também, até acabar por bater novamente com a cabeça no chão e aperceber-me de que afinal não é bem assim. “És boa pessoas” dizem eles, “És demasiado ingénua para o teu bem…” voltam, a repetir vezes sei conta. Provavelmente não conhecem o meu verdadeiro eu, pois mantenho encarcerado o leão que quer correr debaixo da águia aquele que quer caçar e ser chamado de predador… mas eu não deixo e luto comigo constantemente para que assim permaneça. Já o deixei escapar algumas vezes e é por isso mesmo que o mantenho preso… se calhar são as suas garras ou dentes afiados que me rasgam o peito de dor… só porque quer sair… não sei. Nem sei o que devo sentir em relação a mim mesma a única coisa que quero é chorar… chorar e sucumbir em chamas lentamente… talvez a dor me distraída do meu verdadeiro eu…
                                                                                                                         O meu verdadeiro eu?
                                                                                                                                Diana Silva

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Amor/Ódio

É desconfortável saber que, mesmo depois deste tempo todo eu sempre reagi de maneira insana facto ao saber os meus verdadeiros sentimentos quanto a ti. Já é demasiado tempo, já abusei daquilo que devia ter sido esquecido logo no inicio, mas continuo a recordar-te vivamente e porquê? Porque parece que não consigo viver sem a dor do saber, sem o falecimento dos sentimentos que constam numa lista interminável de afazeres sem misericórdia alguma. Não peço por clemência, pois sei que mereço sofrer… sei o que fiz enquanto humana ignorante e amante do absurdo. E sabendo que por mais que queira esquecer algo que não quer ser esquecido, não consigo, até encontrar alguém que queira tomar o seu lugar e apanhar-me desprevenida com a seta do cupido.
Porquê que ainda não chegas-te? Quantos mais dias terei de contar até ele desaparecer da minha mente, do meu coração, da minha alma… já quase posso saborear o terceiro ano em que ainda não me vi livre de ti, e sei que nunca encontrarei outro igual mas sei que esse… se por acaso encontrar, será superior a ti, porque por mais que o meu coração consiga amar mais do que uma pessoa… existe sempre aquele amor constante e o que é para sempre e que se entranha em toda a minha vida sem deixar escapar qualquer ponto.
É uma relação de amor/ódio sem precedentes. Por te amar demasiado… odeio-te.

                                                                                                                                     Amor/Ódio
                                                                                                                                         Diana Silva

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Um Sonho

Mesmo partindo do principio que será sempre o mesmo… que será sempre a mesma sensação… que será a mesma paisagem, o mesmo horizonte. Não consigo de deixar de admirar o negro que espreita por detrás do teu olhar. Dizes ter visões de um futuro sombrio, de um destino amaldiçoado de um passado ensanguentado e totalmente mutilado e até triturado, e isso tudo a partir do momento em que eu me cheguei e te disse um olá. Pousaste a mão pesada e grande sobre o meu ombro sem que esse se tornasse num toque bruto ou possessivo e o teu polegar viajava a cima e  a baixo do meu braço desnudado devido ao top não ter mangas para tapar os ombros naquele dia de Verão. Foram simples e seguras as tuas palavras, e um amor crescente tomou posse do meu cérebro e deixou-me num estado de dormência impossível de aturar, mas antes que caísse no esquecimento tu agarraste-me, agarraste-me com força e com uma postura experiente de um guerreiro que já passara por muito.
- Fica comigo! – Repetiu ele vezes sem conta. – Fica comigo.
Sem perceber, confusa pousei a minha mão a custo na sua face por barbear e passei os dedos pelos lábios que me deixavam insaciável só pelo seu simples tocar.
- Claro que fico, porque não haveria de ficar?
Uma pontada aguda de dor agonizante trespassou-me o ventre e só ai me apercebi o quanto perto e perigoso se tornava o momento. Não, Não. Não podia ser, ainda não estava preparada para partir… para deixá-lo. Agarrei-me com força á vida enquanto ouvia o meu nome produzido inúmeras vezes pela sua voz desconcertada e mais uma vez a minha mão febril passou pela sua face acariciando as tatuagens da sua têmpora, o negrume o brilho da lágrima gorda a escorrer por aquela face e por momentos suspirei.
- Leva-me para casa! – Disse eu como se, se tratasse de um dia normal. Como se eu não me estivesse a esvair em sangue diante do meu ente mais amado… como se… nada…
A visão tornara-se turva e entrara em pânico por não conseguir ver a sua face adorNada da mais pura masculinidade.
- Minha doce Shellan, nós estamos em casa… estamos em casa… por favor não vás.
- Eu não vou a lado nenhum sem ti Hellren, não vou prometo… vou só dormir um pouco.
E sabia que a minha promessa não seria quebrada, sabia-o bem no fundo do meu âmago que apesar de um destino negro apesar de um horizonte pouco vasto aquela era a minha única certeza.
E como que uma explosão de cores cheguei a um belo pais colorido e senti um toque quase como que celestial… mágico merecedor de adulação… e então com uma capacidade surpreendente e o mais descansada possível sentindo aquele calor no meu ventre abri os olhos e perscrutei novamente a escuridão do olhar do meu amado. Abraçou-se até me deixar incapacitada para respirar e por fim depois do mais caloroso dos beijos consegui finalmente dizer…
- Querido… cheguei a casa…
Diana Silva

domingo, 31 de julho de 2011

...

Coberta pela escuridão de um olhar que me rouba a visão, parece mesmo que ele é capaz de me ver a alma como se eu lhe fosse um todo livro aberto, ao seu lado sinto-me nua e em total insegurança e naquele momento sei, que deixei de ter um futuro, que deixei de ter o meu destino traçado por mim que deixei de correr para acelerar o instinto de sobrevivência, e por mais que queira… por mais que saiba que já não tenho razões ou a oportunidade perfeita para escapar a uma morte sem significado não consigo pensar nas pessoas que amo e as quais deixarei quando cair no total esquecimento do negrume amaldiçoado, completamente só, desamparada.
Abraço o meu próprio corpo tentando manter o calor que me foge a correr o mais depressa que pode pelos dedos e sei que o que antes fora fogo agora torna-se puro gelo. Nesse momento tal como sentia na ferida o sangue a jorrar-me com uma intensidade tal no peito senti a minha vida a desvanecer-se sem querer acreditar em mim mesma que ia desta para melhor e por uma ultima hora, por um ultimo minuto, por um ultimo segundo, o meu pensamento foi dedicado a ti e somente a ti… Tu que sem problemas me espremes-te a vida do corpo e me retiras-te a luz dos olhos, mas mesmo assim eu amei-te até ao ultimo milésimo de segundo e não deixei de sentir o amor quando este se intensificou por debaixo das tuas largas mãos e firmes, aí amei-te mais que nunca pois retiras-te de mim a maldição que á tanto morava entranhada na minha pele, na minha alma, na minha dor… tinha vivido sempre subjugada pela angustia de saber que o fim tardava e por isso o ódio por mim libertou-se e transformou-se na adoração que tanto tinha por ti. Acabas-te por ser a minha verdadeira paixão em tantos anos de sofrimento, o meu amor nas alturas tão tristes e um verdadeiro amante fogoso e firme. Amei inclusive o gosto amargo que os teus lábios me deram uma última e derradeira vez… Amei-te… Amei-te mesmo…

Diana Silva

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Um Destino...

Custa-me enfrentar um destino que por si próprio se foi escrevendo
Tenho de entregar aquilo que já não mais me pertence mas que eu ainda amo
Sendo difícil de respirar enquanto sigo as pegadas do que me estava destinado
Estou triste mas no entanto divirto-me com o contrário
E o pior de tudo é, que sei que nunca mais vai voltar a ser meu.
E eu enfrento isso com uma calma e frieza esperada pela minha parte
Excedeu-se no fim todas as minhas expectativas e até fiquei grata por ser eu
A entregar o que antes fora meu de diferente maneira
Porque quando o entreguei, soube que tinha de confiar e que era confiável
E última coisa que eu desejo é oferecer tudo novamente para uma mentira inesperada
E recuso-me a pensar que assim o seja com tanta frieza
Um coração fogoso que passou a ser gélido com as palavras
Ensinaram-me a ser directa e agora aqui estou eu
O mais directa que posso e ao mesmo tempo sabendo medir na perfeição as palavras
Este destino sobre mim é um destino que foi traçado torto
Já Deus escreve direito sobre linhas tortas
E por mais que eu o tente fazer á sempre uma palavra ou uma letra que me acaba por entortar tudo novamente.


                                                                                                                             Diana Silva
                                                                                                                 Um destino de desilusão

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Iludida

É difícil entregarmos quem ainda conseguimos amar, quem ainda nos deixou um espaço no coração, mas senão o fizermos nunca mais o esquecemos afinal não existe amor como o primeiro não é verdade? Uma amiga minha, mas lá está que eu vejo como irmã questionou-me se por acaso não era difícil entregá-lo e a primeira coisa que digo é… há que sofrer para crescer. E ela com um sorriso de compreensão e um sorriso em parte fofo e engraçado diz-me que eu tenho que ter sempre estas minhas tiradas filosóficas.
A única coisa que consegui fazer foi rir em conjunto com ela mas sem qualquer tipo de humor, e habitualmente tornei-me numa humorista mas de humor negro. Claro que não deixei de ser quem sou… pelo menos não completamente, costumo brincar com a imensidão da minha sanidade mas na verdade ela está mesmo em alto risco.
Quer dizer… como é que se completa algo que não quer ser completado, como é que se ajuda quem não quer ser ajudado? São tudo anomalias da vida que pretendem ser riscadas para todo o sempre. E no entanto ainda te oiço nitidamente a dar-me concelhos mas sem que tu os sigas…como sempre… Sou uma desajeitada que se deixa levar pelo amor, mas mesmo sendo criancinha fui adulta o suficiente para te entregar mesmo que isso valesse a uma faca no peito mesmo que isso equivalesse a um murro no estômago e esse o mais forte de todos.
Já não posso esperar mais que o tempo volte atrás, não posso iludir-me e tenho de seguir em frente. Vou ter que te largar…
Vou ter que matar e enterrar um passado que me trouxe ao presente mais acordada e menos iludida…

                                                                                                                   Diana Silva
                                                                                                                       Apenas uma ilusão…

Como começou.

Tudo começou no dia em que nos graduávamos para outro nível escolar, sairíamos do básico para explorarmos o secundário no ano que viria. Aperaltámo-nos e vestimo-nos a rigor para passar o ultimo dia de nono ano e sem sabermos o ultimo dia em que podíamos ser mais normais apesar de já antes sabermos que não o éramos, mas ainda podíamos ser um pouco criancinhas, ainda tínhamos essa oportunidade.
Agora posso dizer que é tarde demais, foi tudo desde que te conhecemos. Pela minha parte não me arrependo pois muito antes perguntava-me se seria sempre a mesma criancinha parada no tempo sem sequer avançar um pouco por muito pouco que fosse, e desde que nos juntámos que tive oportunidade de conhecer muito e presenciar estreias na minha vida. Quem é que nos garante que o mundo é como nós o conhecemos? Ninguém o garante, e mais tarde… não passam de memorias indistintas e demasiado desfocadas para que sejam vistas por velhos olhos cansados e revistos com um cérebro sabido e antigo… e volto a dizer, a repetir o que toda a gente sabe… tudo começou naquele dia. Já estávamos reunidos ao pôr-do-sol e ainda me lembro de quando sem querer te dei uma chapada e tu tiveste que te afastar para não fazeres algo que não desejasses, não que não fosse merecido.
Mais tarde tiveste que te ir embora do baile de finalistas mas não conseguis-te ir-te embora dos nossos corações com a mesma facilidade que sais-te por aqueles portões…não ainda te encontras connosco e a cada dia que passa os nossos laços fortificam-se ainda mais. Felizmente que assim o é. Lembro-me de uma das minhas melhores amigas, minha irmã apesar de não ser de sangue me dizer uma verdade pura e dura mas compreensível << Juntos ninguém nos bate, amparamo-nos uns aos outros, mas afastados… afastados morremos incapacitados>> e eu concordo com ela, pois se me retirassem, a visão, a olfacto, a audição, tudo isso me afectaria e o mais provável era morrer num precipício e nem dar por isso… simplesmente morrer…
Não temo muito a morte, para mim é apenas a etapa final numa vida, para depois renascermos novamente e continuar neste ciclo vicioso de sofrimento.
Depois temos outro momento na minha vida em que tudo se alterou, foi rápido mas não teve nada de simples… afinal todas as pessoas acabam por encontrar o amor não é verdade? Pois bem encontrei-o demasiado cedo.
Mas o que se pode fazer… Deixaram-nos na terra sem qualquer tipo de explicação, sem qualquer tipo de atenção em acontecimentos exteriores á nossa mente e tudo isso porquê?
Quem me dera que o ser humano não tivesse nascido ignorante….

                                                                                                                      Diana Silva….
                                                                                                                                .Uma explicação.

Ganho? Perco?

Começo a ganhar a noção dos problemas
Mas a perder o sentido da vida
Porque será que os verdadeiros amigos
São aqueles que se encontram no fim de tudo?
E porque será que os piores são aqueles
que se descobrem nas piores alturas?
Ás vezes sinto um enorme vazio
Depois de expulsar as palavras
Dentro de mim
E pergunto-me porque será?
Porque será que tem de ser assim?
Estou farta de tudo os sarilhos vêm sempre ter comigo
Ou pelo menos eu não os procuro…
                                                                                                   Diana Silva…

terça-feira, 12 de julho de 2011

Memórias...

Não sei se foi um sonho, se foi um pesadelo. Só sei que ainda sinto os teus braços em volta da minha cintura, e os teus lábios na minha face. O teu nome pairou-me na cabeça como se sempre te tivesse conhecido, mas não fui capaz de o dizer em voz alta arranjando um substituto que me apaziguava a dor das sílabas que o teu nome provoca. Apenas te vi em sonhos, e outras vezes em pesadelos, não consigo diferenciar, pois não tenho certezas absolutas… e sempre que tentei desenhar o teu rosto. O teu esboço que eu tanto caracterizei em histórias, em contos sobrenaturais… e apesar disso tudo o que mais me recordo é dos teus olhos, esses com um âmbar misterioso, um pouco místico até, é demasiado para acarretar sobre os ombros um destino, desconhecido entre mãos desamparadas. Os disparates que dissemos o ódio sem noção ou nexo. Tudo isso foi pelo cano abaixo a partir do momento em que soube que desapareces-te, fiz uma força monumental para que as lágrimas não me caíssem pela cara. Como é possível? Não te conheço nem nunca te conheci neste presente e no entanto… foste capaz de fazer com que eu chorasse por ti, com uma facilidade estonteante e preocupante. Meu coração vibra ao escutar o teu nome mesmo que seja um substituto, só que depois penso nesta palavra e questiono-me o que será que eu quero substituir? Uma alma, um coração, uma perda, um amigo, um irmão… palavras usadas para caracterizar todas as pessoas na minha vida… aquelas que amo e que sempre amarei apesar das zangas e disputas.
Questiono-me também mais brevemente, o que significas para mim, se houve, se existiu um dia em que significas-te algo mais e depois recordo-me que o passado tanto como o futuro são duas páginas em branco revestidas de negro, que simboliza a cegueira, aquela que deixa qualquer um louco.
Mas mesmo assim… durante este tempo todo… em que te vi, num par de horas durante umas noites perguntei-me o que foste tu?! Vieste e desapareces-te para depois passado uns meses, voltares á minha cabeça novamente num pesadelo confuso e me deixares o coração bater a mil.
Será assim tão difícil para os outros entender-te como me custa a mim? Com esse teu sorriso traquinas e ao mesmo tempo melancólico confundes-me. Fazes-me perguntar por ti, perguntar quem és, o que queres, de onde vens? Mas nunca sou respondida, nunca ninguém ouviu o meu lamentar silencioso quando eu oiço sempre os outros tão lindamente, como um cântico que me aclama.
Mais uma vez volto aquele pesadelo em que fugia mas nunca me conseguia libertar, só para depois, mesmo no fim, me abraçares e me beijares ternamente na cara deixando-me a desejar que nunca o tivesses feito…

                                                                                             Diana Silva
                                                                                                    Apenas uma memória…

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Mentira!

Concordo simplesmente quando tu dizes que o céu é azul,
que o sol é uma bola de fogo e que o mar é de uma transparência cristalina.
Mas não me digas que não sei o que fazer, nem o que quero da minha vida
pois estarás a cometer, o pior erro que jamais alguém deve cometer.
A nossa vida relata-se em inumeros episodios de longa duração,
precisamente 24 sobre 24 horas
e alias, não me conheçes assim tao bem
não és tu que me metes os sonhos ou os pesadelos na cabeça á noite
nem és tu que traças o meu destino com essas tuas mãos imundas,
sujas com o sangue dos inocentes e manchada pela escuridão presente.
Também concordo, quando dizes que quem cala consente
pois bem.. eu nao me calo...
Falarei até perder o fôlego, até os meus pulmões deixarem de funcionar
até a minha saliva se gastar e até o meu coração parar.
mas é so isso que te dou... apenas te dou o último pulsar de dentro do meu peito,
porque assim poderei ver a tua cara de horror ao perderes aquela que te poderia facultar as respostas
e no entanto nao tas deu.
Azar...
Durante muito tempo falas-te em puro amor, dizias ser o homem dos meus sonhos,
que me farias voar para locais distantes e sonhar com ilhas exóticas,
e apenas com um beijo... me levarias á lua.
Foi muito bonito enquanto durou, no entanto...diverti-me mais a esmagar esse teu ego enganador e perguntas-me o porquê?
Porque tudo não passou de uma charada... de uma mentira bem planeada só para teres alguém ao teu lado, que te desse valor e atenção . Fui burra, reconheço-o pois deixei um homem que podia realmente ter tido e esse sim seria merecedor de tudo o que lhe fizesse. Agora arrependo-me, mas não tento ir pedir desculpas nem voltar a dançar... a fazer a mesma coreografia que apenas formará uma mais larga bolha de dor, que depois ao rebentar nos perfurara, de dentro para fora.
Agora... agora prefiro a solidão e prefiro observar as pessoas que amo de fora sem me meter nas suas perfeitas vidas... uma que eu poderia tão bem ter tido.
Deixo-te com um adeus e retiro a chave do bolso para ligar um carro com a minha bagagem já la arrumada dentro e guio até a um pequeno apartamento, para viver o resto dos meus dias e reviver, pensando naquilo que deveria ter sido o meu destino... deixo um último pensamento para trás ao recordar-me de um presente não tão pouco sombrío que tenho pela frente. É dificil de notar nos olhos a mentira, de um coraçao que a si próprio mente.

Diana Silva

sábado, 4 de junho de 2011

Como sois capaz de tal feito?

Como sois capaz de tal feito?
Com um olhar fostes capaz de me enfeitiçar
com um sorriso cativais-me
para depois me deixares na solidão sóbria e sombria
se ao menos me "alegrasses" com as tuas antigas "rebeliões"
Em tempo fostes meu cavaleiro cintilante
e de facto brilhavas nessa tua armadura diante do teu nobre corsel
branco como a neve.
No fim não restou nada, o que ficou, quebrou-se em escassos segundos.
Como sois capaz de tal feito?

Diana Silva

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Maldição

Com um beijo
foste capaz de me amaldiçoar
com um abraço
foste capaz de me levar
tal como se corta o caule duma rosa
e os espinhos cravam-se na minha mão
jorrando o sangue inocente
Malditos sejam aqueles que se julgam donos da razão
malditos aqueles que não se arrependem dos males que cometeram
malditos aqueles que destruiram a minha alma e me arruinarão o coração.

Diana Silva

domingo, 24 de abril de 2011

Nobre

Nobre errante
cavalgas no meu peito
acaricias a minha mente
com as tuas palavras doces
mimas os meus labios
com o doce dos teus
és natural na tua astucia
sabedoria sem igual
comprometes a minha vida
e enlaças a tua no meu destino
entrando nele silenciosamente e misteriosamente
contendo tudo aquilo de que necessito para viver em paz em harmonia
Onde estás tu agora?
agora que o vulcão despertou
este tornou-se o apocalipse da minha alma
foste-te embora
onde estás tu agora?
costumo perguntar-me como teria sido
se não te tivesse conhecido...

Diana Silva

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Minha Companheira

Cada palavra que escrevo simboliza um sentimento meu, Amor, Tristeza, Amargura, Desatinada, Ansiosa...
E se repararem bem nestas palavras, observam que as maiúsculas se unem e formam uma unica palavra...
ATADA...
Pois sim, atada, acorrentada contra a vida, atada a este destino sem fim.
Quando morrer volto outra vez para este Inferno miserável. Sim é isso mesmo, um Inferno, estou perdida e não existe mapa ou bussula que me façam encontrar o meu norte, nem a sorte é minha amiga, só a solidão é que é minha companheira...

Diana Silva