domingo, 11 de março de 2012

Outra Noite

E ressoava ao longe
o leve tilintar de algo metálico
o frio que congelava as artérias
o assobio arrepiante do vento.
Enquanto procurava saber o
que restava de mim
procurava ao mesmo tempo
saber o que mudara.
Sentia algo quente
húmido, liquido
sobre mim, que contrastava
com os suores frios.
Consegui finalmente saber
consegui descobrir
que não era um tilintar
mas sim uma quebra no tempo
um ruido que raspava, metal sobre metal.
E eles lutavam,
nunca outrora tinha visto algo assim.
Outro barulho...
Mas desta vez o irreconhecível vinha de mim
e não da batalha.
Um último sopro na tentativa de os travar.
Engasguei-me e esmoreci mas não antes
sem presenciar um a ser trespassado
no peito...
"Deixa-te ir" - Escutei - "Vai ter com ele.."
E fui... não quis saber do meu lado humano
e sucumbi ao poder do meu coração
ao amor que sentia pelo que jazia no chão
agora a meu lado.
O som de passos pesados
um diferente tilintar
uns braços
uma respiração
um último suspiro e...
adeus...


                      Diana Silva

2 comentários:

  1. Muito bom Diana!
    Adorei "...e sucumbi ao poder do meu coração
    ao amor que sentia pelo que jazia no chão…"

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